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Doutrina

A importância das relações governamentais no pós-crise


Autor:
BRITO, Marcos Francisco da Silva

É muito cedo para falar em pós-crise? Apenas se você não quiser estar pronto para a ocasião. De uma maneira ou de outra, a crise será controlada, ainda que nada vá ser como antes. A extraordinária capacidade de adaptação e superação do ser humano costuma garantir a continuidade da espécie, não importam as condições. A única diferença entre nós, em matéria de negócios, será a vantagem competitiva de cada uma das empresas. Daí a preparação para o pós-crise ser fundamental desde já.

Assim, a continuidade do seu negócio e sua participação na retomada da economia, muito além de dependerem unicamente de medidas sanitárias, serão garantidas apenas por um esforço extraordinário que somente o indivíduo eficaz e previamente preparado conseguirá desempenhar.

Entretanto, a questão mais importante, muito mais do que o "quando", é o "como". Na prosa de Clarice Lispector: "quem caminha sozinho pode até chegar mais rápido, mas aquele que vai acompanhado, com certeza vai mais longe". E é por isso que, como empresário, a sua capacidade de gerar um bom relacionamento com os tomadores de decisões regulatórias será o fator-chave no seu negócio.

Mas "por quê", você se pergunta. Por um simples motivo: o Brasil tem uma longa história de confiarao Estado a tomada de decisões críticas para o desenvolvimento de negócios. Independentemente de sua ideologia econômico-política quanto ao futuro, até hoje este é o padrão.

Desde as primeiras instituições fundadas pelo Império, passando pela multiplicação de estatais e, agora, os incentivos de programas de aceleração do crescimento, isenções fiscais, concessões públicas e parcerias público-privadas, é inegável que o Estado brasileiro possui o histórico de ser a bússola e o compasso de onde bilhões de reais serão prioritariamente investidos, ou de como mercados inteiros devem operar.

Então, nessa conjuntura, melhor do que dividir é conquistar. Ter contato com os tomadores de decisão do aspecto regulatório de sua empresa é apenas lógico, concorda? Afinal, quem não aparece, desaparece.

Nesse caso, entender riscos e como gerenciá-los, perceber ameaças legislativas presentes e futuras ao seu negócio, e ter certeza sobre como decretos podem afetar sua empresa são as melhores maneiras de prever o futuro. Infelizmente, a noção de que congressistas e administradores públicos procuram o melhor interesse de seus eleitores pode passar despercebida.

Explicamos: a antiga noção da autoridade pública que toma decisões em local isolado após ter entendimento total sobre todas as questões e prever o futuro - assim como o rei-filósofo de Platão -, não mais cabe em tempos hipermodernos.

Hoje, entendemos que a colaboração e o diálogo público-privado são os únicos mecanismos adequados para se lidar com as crises. Nossas autoridades, ainda mais com a multiplicidade de informações virtuais (muitas delas, falsas), precisam receber dados qualificados diretamente de seu eleitor e dos empresários que, ainda que isoladamente, acabam por liderar expressivos setores da economia local. Não importando o viés político, ninguém em sã consciência procurará a "desordem e o regresso": seria completamente antinatural.

Agora, considerando que você chegou até aqui, interessado na prosperidade geral e manutenção do seu negócio, vamos de vez à resposta para a indagação inicial (é muito cedo para falar em pós-crise?): nunca é muito cedo para entender as ameaças ao seu negócio, assim como nunca é muito tarde para procurar adquirir vantagem competitiva e máxima eficiência operacional. Você apenas precisa começar.

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