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Doutrina

Mediação empresarial no Brasil


Autores:
CARVALHO, Paulo Rogério Benincaso de
SOUZA, Carleane Lopes

RESUMO

O presente artigo tem o intuito de mostrar os diferentes conflitos empresariais e demonstrar o quanto a mediação empresarial se torna o melhor caminho para as empresas brasileiras no que diz respeito ao tempo e a lucratividade.

Palavras chaves: Mediação Empresarial No Brasil

1.INTRODUÇÃO

O artigo em epígrafe busca demonstrar os inúmeros conflitos existentes dentro e fora de uma empresa e o quanto a mediação é importante para dirimir esses conflitos agindo interna e externamente nas empresas, trazendo lucro e produtividade e otimizando o tempo.

Veremos neste artigo que o empresário brasileiro aos poucos irá descobrir na mediação empresarial, uma fonte de lucro devido o baixo custo e a otimização do tempo, em virtude de não ter que recorrer ao judiciário onde podemos ver a demora na condução de inúmeros processos que se acumulam nos tribunais devido ao aumento da demanda processual, bem como a melhora na produtividade dos funcionários nos casos de conflitos internos que são facilmente solucionados através da mediação.

MEDIAÇÃO EMPRESARIAL NO BRASIL

Iniciaremos nosso artigo primeiro falando sobre o que é mediação empresarial, em meio a tantos conflitos no âmbito empresarial se faz necessário a intervenção de um mediador como terceiro facilitador, buscando restabelecer a comunicação entre duas ou mais pessoas jurídicas sejam decorrentes de crédito, débito, transações comerciais, financeiras ou imobiliárias, quer sejam contratuais, ou informais sem ter um contratos que a regule. O mediador, em sua intervenção, coordena um processo de positivação do conflito, que nada mais é do que fruto da estrutura relacional existente entre eles no passado e presente, com a conscientização de que o futuro está em suas próprias mãos. É a devolução do poder aos empresários de gerir e posteriormente resolver o conflito, se o desejarem e efetivamente tiverem condições para tanto.

A ansiedade e a pressão por um resultado rápido e imediato é um elemento constante e fator decisivo e prioritário nas questões empresariais, assim, é importante estar alerta para os discursos fechados apresentados pelos empresários ou executivos representantes de empresas, discursos impregnados de fortes argumentos de convencimento, que encobrem os efetivos interesses, valores pessoais, institucionais, corporativos e missões das próprias empresas ou organizações.

Convém lembrar que a mediação lida com pessoas, as quais possuem sua própria visão a respeito do objeto da controvérsia. Por isso, os empresários, ao defenderem suas posições, expõem seus princípios e emoções criando uma perspectiva pessoal parcial e limitada, dificultando ainda mais a resolução do conflito.

Muitas controvérsias nestas relações são conseqüência do descumprimento de cláusulas contratuais. O contrato ao ser elaborado atendeu, em determinado momento a uma situação econômica específica e a determinadas expectativas dos contratantes ou seus interesses. Porém, como se sabe, a economia avança sempre seja de maneira positiva ou negativa. Por isso, eventuais descumprimentos contratuais ocorrem por força de não atenderem ao dinamismo exigido pela economia a que estão intrinsecamente ligados. Por esse motivo, a mediação, nestes casos, tem resultado na elaboração de uma nova relação e no nascimento de um novo contrato tendo como premissa básica novas perspectivas das partes, incluindo-se na maioria dos casos elementos relativos a fatores mutáveis da economia. E o mediador, neste caso, oferece seus serviços apontando a exigência da abertura dos empresários e suas empresas a estas mudanças, bem como para a eventual elaboração de um novo contrato que regerá a relação. Por exemplo, eventuais conflitos societários, se submetidos à mediação de conflitos, poderão resultar na elaboração de um novo contrato social ou um novo estatuto e, com isso, o surgimento de uma nova empresa. Importante salientar que os conflitos se não foram devidamente tratados tendem a crescer de forma estarrecedora comprometendo o crescimento da empresa, resultando na perda da competitividade, perdendo muito tempo com as reuniões infrutíferas, exigindo dos dirigentes posturas mais enérgicas e impositivas agravando ainda mais o conflito.

Esse cenário muito se vislumbra em empresas com grande rotatividade de funcionários, descumprimento de diversas cláusulas contratuais, custos operacionais muito altos, baixa produtividade, funcionários desmotivados, entre outros fatores.

Nesse momento a mediação de conflitos nas organizações se mostra um poderoso e eficaz método que pode reverter este quadro e responder aos anseios dos dirigentes. Permite criar sistemas próprios e internos que possibilitem a seus integrantes passar a encarar o conflito de maneira natural, com vistas à sua resolução ou transformação dentro de parâmetros mais pacíficos e equilibrados. Prioriza o reconhecimento dos papéis que cada participante deverá desempenhar na organização. E privilegia o diálogo cooperativo, não somente entre os envolvidos, mas também entre eles e a própria organização. Sob este aspecto, a elaboração de um sociograma (descrição das distintas e inúmeras inter-relações existentes entre todos os integrantes) face ao tradicional organograma, em muitos casos, facilita a identificação dos diversos níveis de atuação para a resolução do conflito. Amplia-se, assim, o auto-conhecimento das diversas inter-relações existentes. O resultado, como conseqüências, é a implementação de um plano específico, que aos poucos permite a evolução natural da resolução dos conflitos. Transfere-se, automaticamente, da estrutura impositiva para a colaborativa. Além disso, é relevante asseverar que os objetivos e as missões das organizações constituem-se norteadores e sustentáculos do sistema, sendo respeitados e identificados como impulsionadores da gestão e resolução dos conflitos. No entanto, no Brasil o trabalho de gestão estratégica de conflitos em âmbito empresarial vem tomando corpo, porém em passos lentos, a proposta de transferência das ferramentas utilizadas na prática da Mediação para o desenvolvimento do trabalho no contexto empresarial representa a convergência de valores incalculáveis, pois ao mesmo tempo em que busca o desenvolvimento da empresa como instituições geradoras de lucros, se valorizam, também, a qualidade das relações humanas que oferecem sustentação a todo trabalho que fundamenta a existência de uma organização.As empresas, ao longo de seu crescimento e desenvolvimento, lidam com mudanças que implicam diretamente no complexo sistema das relações humanas que ali se encontram, e precisam ter capacidade de resolver inumeráveis conflitos que aparecem no dia-a-dia, seja entre setores, departamentos, colaboradores, coordenadores, empregados e supervisores.Podemos identificar diversas fontes para os conflitos empresariais, produzindo os mais diversos resultados de rendimento, cooperação e interdependência, de acordo com a forma como os indivíduos encaram aquele conflito interpessoal no ambiente de trabalho.Neste contexto o conflito é uma expressão de insatisfação ou desacordo, sendo resultado de expectativas divergentes, objetivos contraditórios, interesses antagônicos, empobrecimento da comunicação interpessoal, ou, até mesmo, de insatisfação nas relações entre os colaboradores. Analisar todas as questões inseridas nos conflitos, para que sejam identificadas as possíveis causas, aparentes e/ou subjacentes, é de extrema importância. Olhar para a cultura da empresa, com seus objetivos, sua estrutura organizacional, seus estilos de liderança, é um passo preliminar para a identificação dos conflitos que ali se instalaram. Apesar de todas as dificuldades apresentadas, devemos encarar os conflitos como oportunidade de adequação e mudança. Ao ignorarmos um conflito ou deixarmos para depois sua tratativa, corremos o risco de torná-lo de uma abrangência tamanha que podemos até perder o controle dele, causando prejuízos em todo o desenvolvimento e crescimento até então alcançados, o chamado "impulso vertical". Porém ao aproveitarmos a oportunidade no momento em que ela se apresenta, usando de uma intervenção adequada para aquela situação específica, podemos, além de solucionar um conflito ainda no princípio, trazendo benefícios à empresa, consolidar a mudança dentro de um período de tempo satisfatório, combinando com crescimento, o chamado "impulso horizontal". Para que esse processo ocorra de maneira satisfatória, devemos observar que o capital humano é objeto fundamental para o crescimento da empresa. Temos dados que mostram que a tratativa inadequada aos conflitos, sejam internos ou externos, geram custos econômicos altíssimos para as empresas. Neste aspecto, muitas delas se organizam verticalmente, de maneira a não estabelecer qualquer forma de prevenção do conflito. Em contramão, as empresas que se organizam de maneira horizontal, tendem a não suprimir o conflito, tratando, ao contrário, de manobras de prevenção, como a abordagem das causas que de fato geraram aquele conflito, alcançando o as diferenças apresentadas.A cultura de gestão estratégia de conflitos, bem como, pessoas que se dedicam profissionalmente à gestão construtiva de conflitos, parte do entendimento de que o conflito organizacional é complexo, no entanto, de forma paradoxal, quando uma organização solicita uma intervenção de uma consultoria experiente em gestão de conflitos, busca uma solução rápida e específica.

CONCLUSÃO

A grande vantagem da mediação no ambiente empresarial pode desenvolver estratégia para tornar a empresa mais eficiente e competitiva no mercado, além de melhorar a motivação pessoal e majorar a produtividade das equipes de trabalho, aperfeiçoar a qualidade de comunicação com interlocutores internos e externos e o relacionamento com os clientes, fornecedores, colaboradores e a mídia. Tornando as pessoas comprometidas com os resultados da organização, a partir do desenvolvimento do sentimento de pertinência e, criar valores sustentáveis para a empresa, a direção e os acionistas ou sócios. Atentar que a mediação possui baixo custo se comparada com os benefícios que é capaz de oferecer, particularmente diante da realidade brasileira, onde um processo judicial pode durar anos para ser definitivamente julgado, sem que se tenha, a final resolução do conflito, com a reparação justa e devida que se espera. A análise econômica da disputa é de grande relevância, na medida em que o tempo, para se resolver qualquer demanda, é monetariamente medido e integra a composição do custo do conflito para a empresa.

BIBLIOGRAFIA

1.AGUIAR,Carla ZamithBoin. Mediação Empresarial - Aspectos Jurídicos Relevantes - SP 2010

2.BRAGA,NETO,Adolfo.http://www.ambito-juridico.com.br/site/index.php?n_link=revista_artigos_leitura&artigo_id=8627 (data pesquisa 20/07/2018)

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